Rethinking Human-Animal Relations in the Americas
DOI:
https://doi.org/10.71903/naa.v4i.3312Palavras-chave:
Relações humano-animal, colonialismo nas Américas, conceitos indígenas, descolonização, interdisciplinaridadeResumo
O texto apresenta trechos da mesa-redonda “Repensando as Relações Humano-Animal nas Américas”, que reuniu pesquisadores de história, antropologia e arqueologia para explorar a complexa interdependência entre pessoas e animais no continente americano. A discussão se concentrou em três temas principais: primeiro, o impacto catastrófico do colonialismo nas relações humano-animal, especialmente nas práticas de criação de camelídeos andinos e na imposição de visões coloniais que tratavam os animais como mercadorias; segundo, a necessidade de se engajar criticamente com as cosmologias indígenas de mundos mais-que-humanos, questionando categorias ocidentais como “animal” e reavaliando a aplicação generalizada de modelos teóricos como o Perspectivismo; e, terceiro, a urgência em descolonizar os estudos humano-animais por meio de abordagens interdisciplinares e metodologias que priorizem conceitos, categorias e epistemologias indígenas. Os participantes enfatizaram a importância de novos tipos de evidência, como a zooarqueologia do período colonial e dados linguísticos, para melhor compreender as transformações culturais, negociações e formas de resistência que moldaram as relações humano-animais nas Américas.
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